O Brasil está diante de uma oportunidade histórica para transformar o setor de energia de resíduos em um dos pilares estratégicos de seu desenvolvimento sustentável. A crescente demanda global por soluções de energia renovável e a urgência em mitigar os impactos das mudanças climáticas colocam o País em uma posição de destaque, especialmente no aproveitamento de biogás, biometano e tecnologias de recuperação energética.
Com potencial estimado de investimentos de R$ 500 bilhões, o setor pode ser impulsionado por recentes parcerias internacionais, como os acordos comerciais firmados com a União Europeia e a China. Essas alianças permitem a troca de conhecimentos, a entrada de tecnologias avançadas e o aumento de investimentos em infraestrutura, ajudando o Brasil a avançar na transição energética e a reduzir suas emissões de metano provenientes da agropecuária e de áreas urbanas.
O fortalecimento do setor exige superação de desafios estruturais, como a dependência de aterros sanitários, substituindo-os por modelos integrados de reciclagem e recuperação energética, já consolidados em países como Alemanha, Dinamarca e China. Com políticas públicas adequadas, incentivos fiscais, financiamento estratégico e transferência de tecnologia, o Brasil pode alcançar um novo patamar na geração de energia limpa, contribuir para a descarbonização da economia e criar milhares de empregos em uma economia verde.
A experiência europeia, com sua abordagem regulatória e metas ambiciosas, e o modelo chinês de incentivo ao desenvolvimento tecnológico, oferecem exemplos valiosos para o Brasil adotar soluções sustentáveis e inovadoras. Por meio dessas iniciativas, o País pode não apenas cumprir suas metas climáticas, mas também liderar o cenário global em tecnologias de aproveitamento de resíduos para geração de energia, consolidando-se como referência na economia sustentável.